Não importa a idade que você tenha, com toda a certeza do
mundo, você se lembra do seu primeiro amor. Não estou falando daqueles amores
dignos de “felizes para sempre” e de bodas de diamante. Estou falando daquele
amorzinho de infância, daquela paixonite aguda que te fez suspirar pelos cantos
durante um bom tempo. Fala sério, é uma
delícia relembrar esses tempos não? Aquele garoto mais velho que adorava te
implicar, aquele seu primo que não saía da sua casa, aquele seu melhor amigo...
São dos mais diversos tipos! Não importa
a idade, nem se você era correspondida ou não. O que importa é que marcou,
marcou porque foi puro, e porque foi a primeira vez que alguém colocou sua vida
de cabeça para baixo! Sabe o que é mais bonito ainda? É quando depois de anos
os protagonistas se reencontram, e paixonites assim viram amores. Amores que
foram desfocados com o tempo, e que voltam à tona com uma nitidez impecável. É
o destino brincando mais uma vez com as nossas vidas, instruído por Aquele que
a gente chamava de Papai do Céu.
(Pollyanna Carvalho)

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